O Valor das coisas não esta no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis, e pessoas incomparáveis. (Fernando Sabino)
sexta-feira, 20 de julho de 2012
A Carta.
Como é bom saber que mesmo distante alguém é especial tendo o seu coração juntinho ao meu. A distancia nos deixa saudade, mas jamais o esquecimento, porque saudade é símbolo do amor, e quem a ela sente, é porque ama, a saudade é superável, pois o amor é mais forte e fala sempre mais alto.
Não há no mundo uma razão mais forte do que o amor,
e é o amor que dá motivos para tudo acontecer,tudo transformar, e tudo modificar,
faz os dias tristes ficarem alegres,
faz a monotonia se transformar em uma gostosa rotina compartilhada.
Como eu te amo, queria repetir essa frase mil vezes
até que o mundo compreendesse
que só através do amor conseguimos nos realizar.
Desde que te conheci, tudo na minha vida mudou,
tenho somente razões para acreditar na beleza da vida.
Hoje o tempo passou, e mais maduros e conscientes
sabendo o que desejamos para nosso futuro,
estamos trilhando o mesmo caminho,
a mesma direção que sempre esteve traçada em nosso destino,
o sonho mais lindo que sonhei,
a realidade mais linda que já vivi.
Juntos vamos construir a nossa história,
e a cada página veremos que a felicidade poderá ser vivenciada
e sentida todos os minutos do nosso dia.
Amo-te hoje, muito mais do que ontem e muito menos do que amanhã,
através desta carta tão amorosa sinta
como é imenso meu amor por você.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Longe desse Medo.
Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
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